Precisamos falar sobre Saúde Mental

Na semana passada nós perdemos Chester Bennington, vocalista da banda Linkin Park, apenas um mês antes perdemos Chris Cornell, vocalista das bandas Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave. Em 2014 foi a vez de Robin Williams, meu ator favorito. Assim como eles, a lista de suicidas conhecidos publicamente é assustadoramente grande.

Nomes como Virgínia Woolf, Ernest Hemingway, Marilyn Monroe, Sylvia Plath, Judy Garland, Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Maysa Monjardim, Elvis Presley, Elis Regina, Kurt Cobain, Jonathan Brandis, Brittany Murphy, Alexander McQueen, Amy Winehouse, Whitney Houston, Chorão, Cory Monteith, Prince, até a Cleópatra e muitos muitos outros.

Talvez nessa lista você já tenha ouvido falar de algum deles, ou mais de um, esse é um pedacinho da lista de pessoas que são conhecidas, mas no nosso dia a dia perdemos amigos, familiares, perdemos tantas pessoas da mesma forma e mesmo assim ainda nos recusamos a falar sobre saúde mental.

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Acho que poucas vezes nos importamos de verdade com as pessoas, principalmente, se essa pessoa for pública. Enquanto ela estiver fazendo seu trabalho, dificilmente nos importaremos em ver se ela está bem de verdade ou não. E por isso, quando recebemos as notícias de suicídio ficamos tão chocados, porque aparentemente a pessoa “estava tão bem”.

Recentemente o canal IXI fez uma esquete que mostra exatamente isso de uma forma bem humorada. Não estamos realmente interessados na vida das pessoas a ponto de nos preocupar com elas de verdade, só cumprimos a tabela social mesmo, tudo bem? Sim. E seguimos em frente…

Quantas vezes você viu alguém compartilhar algo na timeline, seja da rede social que for, que não estava bem, que se sentia triste, que estava no limite e você foi até lá entender o que se passava e emprestar seu ombro para essa pessoa?

Tendemos a pensar que quem compartilha esse tipo de assunto busca só autopromoção e aparecer, ou até que estão fazendo o famoso mimimi, mas veja, pode ser que elas estejam realmente fazendo isso, e mesmo assim acho que vale a pena conferir.

Eu já estive do lado de lá da depressão. Quando meu irmão faleceu eu vivi anos de terror, anos em que era impossível sair de casa, impossível manter uma conversa com alguém, eu queria me isolar, queria esquecer que o mundo existia, queria parar de respirar, eu queria morrer. A dor era tão forte, tão latente que era impossível entender que um dia poderia passar, que eu voltaria a ser feliz.

Algumas pessoas disseram que era mimimi, e então eu fui julgada por aquilo, e aprendi a me esconder, esconder a minha dor. Quando você esconde o que sente e bota um sorriso no rosto as pessoas param de achar que você só quer aparecer. A vida fica mais fácil de ser “compartilhada”.

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Há pouco tempo atrás eu vi uma pessoa do meu convívio dizendo que as pessoas que cometem suicídio são covardes, que elas não tem coragem de encarar seus medos e por isso tiram suas vidas. Mas duvido muito que ele tenha perdido um tempo ao lado de quem estava deprimido, ouvindo as coisas que as pessoas sentem, tentando entender como ajudar, dando apoio.

É uma carga muito pesada. Eu não sei como a vida dessas pessoas estava a ponto de ser tão insuportável que elas precisassem ir embora do nosso mundo mais precocemente, mas eu quase cheguei lá e já foi horrível o suficiente. Nos alta empatia muitas vezes.

Uma vez me disseram que empatia era como ver uma pessoa sofrendo por usar sapatos muito apertados durante uma árdua caminhada e tentar usar os mesmos sapatos para tentar entender a dor do outro, compartilhar o sofrimento para entender profundamente o que se passa com aquela pessoa.

Então vamos parar de julgar, cada um sabe a cruz que carrega. No lugar de julgar, vamos dar amor, atenção e apoio àqueles que precisam, talvez assim, a gente consiga salvar uma vida.

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Se você estiver passando por alguma situação como essa, saiba que sempre existe alguém para conversar, eu to aqui! Mas também existem lugares de apoio como a CVV – Centro de Valorização da Vida, é só você ligar, mandar email, whatsapp… O importante é não deixar a coisa tomar conta de você porque eu juro, tem um jeito, não vai ser fácil, mas ele existe.

Nos vemos…

xx Hugs xx

A Volta Dos Que Não Foram

Oi oi oi!

Incrível como esse blog aqui divide meu coração entre amor e culpa de uma forma que nada mais consegue…

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Eu comecei essa vida de blog tem é tempo, já me enfiei em tudo que é tipo de blog diferente, já fiz blog de comédia, já falei mal de coisas e produtos, falei bem também, já entrei no mundo nerd e falei sobre filmes, séries e livros, já falei sobre atitude e até sobre planner e papelaria. Falei tanto de tanta coisa, mas nunca fui muito de falar de mim.

Sempre achei que não seria tão útil para meus seguidores compartilhar coisas da minha vida. A menos que elas fizessem vocês rir ou sei lá. De uma forma ou de outra eu nunca achei que vocês se interessariam por assuntos como esses. Por isso, tentava não compartilhar tantos sentimentos aqui.

Porém no início do ano passado um post meu bombou.

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Eu fiz alguma coisa aqui, que eu ainda não estou bem certa o que foi, que fez com que minhas estatísticas aumentassem de uma forma meio assustadora pra mim que não estou acostumada. Vamos lá, eu tenho nesse blog aqui exatos 16 seguidores. Eu sempre fiz meus posts e tive pouca interação, acho que blogs estão fora de moda hoje em dia rs

Porém do iníco do ano passado pra cá tenho 200 visualizações diárias (em média), 6035 visualizações no mês passado, 5409 até o momento para esse mês, quase 50 mil no ano de 2016 e até o momento mais de 37 mil nesse ano.

Eu não sei vocês, mas me parece que algo aí não bate. E não bate mesmo.

Eu me deslumbrei ao receber tantas visualizações e comecei a fazer os posts que eu achava que as pessoas queriam ver, postava aqui a mesma coisa que posto no canal, falava sobre o que estava em alta. E isso me fez mal, me afastei da minha essência para manter um blog atualizado e ainda assim falhando miseravelmente em fazer os números aumentarem na mesma proporção.

O post em questão é um video com minhas melhores amigas, nós gravamos uma TAG chamada Palavra & Música e na hora de colocar as tags no post alguma delas viralizou e, por isso, tantas visualizações. As pessoas que buscam as palavras são encaminhadas pra cá, assim que chegam aqui elas veem que não era o que buscavam e vão embora.

Na maioria das vezes ter um post ou um video viral é isso. Muitas visualizações, pouca interação, pouca retenção… No início achei que iria fazer o blog crescer, mas continuou tudo igual, a interação que eu tinha continuou a mesma, mas meu esforço em ter números era grande até que eu decidi parar um pouco.

Claro que ter um blog cheio de visualizações é uma coisa muito legal, quem diz que escreve para ninguém ler não pode estar falando sério… Mas, de que adianta afinal quando as pessoas passam, olham e vão embora? Hoje, pra mim, nada.

Eu quero poder compartilhar as coisas com vocês e quero que leiam, que nos tornamos amigos, que marquemos (que palavra feia) encontros, quero calor humano (virtual), quero compartilhar com vocês as coisas maravilhosas que eu tenho vivido, os perrengues para que vocês possam evitá-los, e conhecer e aprender com vocês também.

Então, esse textão foi pra isso, explicar o sumiço, a introspecção, dizer quem vem muito por aí. Uma Talita com o coração aberto pra vocês. Espero que vocês estejam de coração aberto pra mim também!

Nos vemos…

xx hugs x x